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  • Foto do escritorAlê Delara

Derivados de Milho: Saiba como os impactos do Coronavírus irão afetar este mercado

O setor dos derivados de milho também sente a tensão do dólar operando em alta, já que os preços da matéria-prima voltaram a apresentar novos avanços. Com isso precisam de mais atenção nos repasses nas negociações, que já estavam sendo praticadas de forma gradual. O surto de coronavírus também causa incertezas na cadeia produtiva do cereal, assim como em outros setores, pois a disseminação está causando fortes impactos nas commodities agrícolas e na economia global. Confira:


Assim como o setor dos derivados de trigo, as indústrias de processamento do milho também estão preocupadas com as incertezas que o efeito do coronavírus (COVID-19) pode causar na demanda das commodities agrícolas, assim como já vem surtindo efeito negativo na economia mundial de modo geral.


Os preços do milho no mercado doméstico já estavam elevados, devido ao consumo crescente e da oferta ajustada, e agora com o dólar registrando patamares recordes nesta semana com o surto do coronavírus, voltaram a apresentar novos aumentos. A confirmação do 1º caso de coronavírus no Brasil, acarretou um forte impacto no preço do dólar, aumentando o preço das commodities brasileiras, que agora, já sofrem preocupações com uma possível redução da demanda externa.


A alta no mercado do milho, só reforça um cenário que já se constatava: Com as indústrias de processamento do grão, seguirem trabalhando para repassar as altas da matéria-prima nas negociações dos derivados. Por outro lado, mesmo com o preço elevado, quem precisa adquirir os produtos, não tem muitas escolhas, visto que os preços dos derivados estão ficando equilibrados no setor.


Outro fator que deixou o mercado em alerta, foi o Rio Grande do Sul, um dos maiores produtores do cereal, apresentou uma redução na produtividade, em função da estiagem. Metade das áreas do estado foram colhidas até o momento e a projeção da quebra da safra é de aproximadamente um milhão de toneladas. De acordo com a Emater/RS os preços pagos ao produtor gaúcho estão entre R$ 42,00 a R$ 48,00/saca, com uma alta na média de 1,7% na variação semanal.


A tendência é que as cotações do milho sigam fortalecidas durante o primeiro semestre. E com isso o setor dos derivados de milho deve operar cauteloso as condições climáticas durante o cultivo da safrinha, pois em algumas regiões o plantio pode ocorrer mais tarde que o ideal, por conta do atraso na safra de soja, e assim comprometer a produtividade do grão da principal safra de milho do Brasil.


Cotação dos derivados: Confira as médias dos preços praticados dos derivados de milho em tonelada FOB, nas regiões dos estados de São Paulo, Goiás e Paraná na última semana:


Preços do Amido de milho (in natura) ficou em média R$ 1.575,00/ton FOB entre São Paulo e Paraná.


A cotação do Fubá (amarelo), ficou em média R$ 1280,00/ton FOB entre São Paulo, Goiás e Paraná.


Os valores praticados para o Grits (cervejeiro ou snacks), ficou em média R$ 1.305,00/ton FOB entre os três estados.


Os preços negociados da Canjica (amarela), ficou em média R$ 1.340,00/ton FOB entre os três estados.


A cotação da Farinha de milho (pré-gelatinizada), ficou em média R$ 1.595,00/ton FOB entre os três estados.


Os valores negociados do Flocão (amarelo), ficou em média R$ 1.355,00/ton FOB entre os três estados.


A cotação do Floquinho (amarelo), ficou em média R$ 1.355,00/ton FOB entre os três estados.


Os preços da Quirera (amarela), ficou em média R$ 1.305,00/ton FOB entre os três estados.


A cotação do Farelo (germe gordo), ficou em média $ 850,00/ton FOB entre os três estados.


O preço do Farelo (germe desengordurado) foi de R$ 750,00/ton FOB no Paraná.


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